O taxímetro tem que ser aprovado, regulamentado e fiscalizado

Táxi

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A forma tradicional de chamar um táxi
O taxímetro tem que ser aprovado, regulamentado e fiscalizado

Se você mora numa cidade pequena sabe que os táxis, nesses municípios, não são obrigados a terem taxímetros.  Nesse caso, o serviço de táxi  é  controlado apenas pela prefeitura municipal.
Nas cidades maiores, porém, os táxis são obrigados a usarem o taxímetro para cobrar o valor das corridas.  O taxímetro é um instrumento que mede a distância que o táxi percorre e, também, o tempo que o veículo fica parado quando em serviço (aguardando um passageiro, por exemplo). É muito importante que as medições de distância e tempo feitas pelo taxímetro sejam corretas. Por isso é obrigatório submeter o instrumento ao controle metrológico do IPEM-SP .


Controle metrológico é o processo de verificação do instrumento para ver se ele está medindo corretamente, e também se está indicando corretamente os valores referentes à essa medição. A verificação do taxímetro é feita uma vez ao ano, ou sempre que a prefeitura altera o valor da tarifa.  Além de verificar o taxímetro os especialistas em metrologia do IPEM-SP verificam outros aspectos obrigatórios, como o estado de conservação do instrumento e a sua posição no painel do veículo.

taxímetro
Taxímetro aprovado e fiscalizado

O taxímetro que estiver bem conservado, instalado corretamente e que apresentar desempenho metrológico correto é aprovado e recebe um lacre amarelo e a marca de verificação do Inmetro (um selo holográfico adesivo) com o ano de validade. Agora, veja algumas dicas:

Informe-se sobre o valor das tarifas, que são determinadas pelas prefeituras municipais. Algumas prefeituras autorizam o serviço de táxis especiais, cujas tarifas são maiores que as do táxi comum.
Dê uma boa olhada no taxímetro. Observe a presença do lacre amarelo (que deve estar intacto) e  do selo holográfico com o ano de validade.

Fique atento! O taxímetro deve ser ligado na presença do usuário. As prefeituras estabelecem os dias e horários de operação da bandeira. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a bandeira 1 é cobrada entre 6 h e 20 h, e a bandeira 2 é cobrada entre 20 h e 6 h do dia seguinte, e também nos domingos e feriados.
Recuse táxi de outro município (veja a placa do carro) e não aceite corrida com valor “tratado” em municípios onde se utilizam taxímetros. Você poderá pagar mais caro pelo serviço.

Porque o táxi da minha cidade não tem taxímetro?



A Lei Federal 12.468 de 26/08/2011 regulamenta a profissão de taxista e torna obrigatória a adoção de taxímetros nos táxis que trabalham em municípios com mais de 50.000 habitantes!
É claro que nas cidades grandes a adoção de taxímetros é uma necessidade.  Em São Paulo, por exemplo, seria impensável os táxis não terem taxímetros. A população da cidade está na casa dos doze milhões!  Para atender a essa gente toda, o município de São Paulo tem cerca de 38.000 táxis, o que dá um táxi para cada 315 habitantes!

Mas, e naqueles municípios com menos habitantes? Será que vale a pena usar o taxímetro? Acontece que cidades com pequenas populações têm poucos táxis, e o poder público municipal acaba apenas tabelando os preços. Em alguns casos nem tabela existe, e o preço da corrida é “tratado”, diretamente, entre o taxista e o usuário.

Por isso, a adoção de taxímetros tem causado polêmica. Taxistas habituados a tratarem o valor das corridas diretamente com os seus clientes, resistem em adotar taxímetros. Muitos passageiros, por outro lado, preferem o taxímetro, pois fica mais fácil controlar o valor da corrida.
Com a nova lei a questão estará resolvida, pelo menos nos municípios com mais de 50.000 habitantes. As cidades com menos habitantes podem, se quiserem, adotar o taxímetro, mas isso irá depender de lei municipal. Seja como for, nós aqui do IPEM-SP estaremos sempre preparados para verificar e fiscalizar todos esses instrumentos.

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